Mesa de apresentação:
– editora da Contraponto,
– Professora Elisa Ferreira,
– Doutor Rui Monteiro,
– Autor.
Nota biográfica de Ricardo Paes Mamede
Ricardo Paes Mamede é economista e professor de Economia Política no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa. Doutorado em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, o seu trabalho centra-se sobretudo nas áreas da mudança estrutural e desenvolvimento económico, política industrial e de inovação, e avaliação de políticas públicas. Autor de vários livros, entre eles O que fazer com este país (2015), é presença frequente em vários órgãos de comunicação social, nomeadamente como comentador do programa da RTP Tudo é Economia e cronista do jornal Público. Foi diretor da Escola de Tecnologias Digitais Aplicadas (Iscte-Sintra), Presidente da Direção do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais (Ipps-Iscte) e membro do Conselho Económico e Social na qualidade de Personalidade de Reconhecido Mérito. Ricardo Paes Mamede é atualmente vice-reitor para a Internacionalização e a Extensão Universitária do Iscte-IUL.
Sinopse
«Este livro tem um título enganador. É que a política industrial não é bem uma política, nem é apenas sobre a indústria. É uma abordagem ao desenvolvimento em que o Estado procura induzir a mudança estrutural das economias em certas direcções. Na essência, é esta a questão central deste livro: O que podem fazer os Estados para transformar a estrutura das actividades produtivas tendo em vista determinados objectivos públicos?»
Se durante muitos anos a convicção geral era de que o Estado deveria intervir o mínimo possível na economia, remetendo-se a um papel de mero legislador e regulador para garantir o funcionamento eficiente dos mercados, o século XXI voltou a trazer a política industrial para o centro do debate político e económico. Nesta obra, o economista Ricardo Paes Mamede mostra-nos os prós e os contras da intervenção estatal enquanto modelador das estruturas produtivas, bem como na promoção de actividades específicas.
Deve o Estado promover a especialização num sector ou encorajar a diversificação produtiva? Determinar quais as suas vantagens comparativas e tirar o melhor partido delas ou, pelo contrário, desafiá-las? Substituir as importações ou promover as exportações? Quais devem ser as prioridades e instrumentos da política industrial na governação? As perguntas - e respostas - que abrem caminhos para uma discussão séria sobre um tema actual e mais urgente do que nunca.