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Apresentação, por Rafael Tormenta, do livro "praia absurda", de Pedro Pereira Rodrigues

 

Palavras do editor, Jorge Reis-Sá:


Palavras de Rafael Tormenta:

Palavras do Autor:

Registo fotográfico:

Sinopse:

praia absurda

pedro pereira rodrigues

Marcado por uma infância de guerra e uma maioridade de infortúnios nos que o rodeiam, um emocional rezingão mantém um agreste debate com a praia, na procura de um significado para a existência; a sua, e a dos seus entes mais queridos.

Constantemente revoltado com a agressão que a praia representa, mas simultaneamente resignado ao seu poder, embarca numa exposição intimista e absurdista - mas não cronológica - dos diferentes caminhos trilhados por cada um dos seus familiares em busca do amor, discutindo as inúmeras formas de se ser criança ou adulto, que é como quem diz, de se ser filho ou pai, de se ser irmão ou companheiro de uma vida.

Mantendo um constante conflito com a praia, significante das diversas disforias que massacram todos os que o acompanham, o ódio da revolta vai, no entanto, dando lugar a uma resignação que o conforta. Quando, finalmente, a felicidade parece abraçá-lo, uma dura realidade obriga-o a tomar a decisão mais difícil da sua vida, deixando-se levar pela praia para que outros possam não ter de a viver.

A praia é, por fim, o espaço de revolta que o enoja, mas, simultaneamente, um espaço de redenção, que acaba por o alegrar e fortalecer numa inusitada solução para o desafio maior que pode alguma vez ser apresentado a cada um de nós; mas a que custo? Com um tom ensaísta bem vincado no absurdismo, a cadência acelerada de eventos acaba por transformar este romance numa narrativa de constante expectativa e entrecruzamento de histórias pessoais, que culminam numa explicação já há muito declarada.

 

O autor:

Pedro Pereira Rodrigues nasceu no Porto, em Dezembro de 1978, entre a herança tripeira da mãe e a memória transmontana do pai. Com uma juventude reforçada por projectos culturais, cedo encontrou na música um modo de habitar o mundo: a etnografia e folclore em miúdo, o fado de Coimbra e a canção coimbrã na faculdade, onde passou também por rasgos de música alternativa.

A palavra escrita acompanhou-o sempre, de poemas guardados na adolescência a, já trintão, crónicas partilhadas no P3 e críticas musicais para amigos, onde expunha já as angústias existencialistas do absurdismo.

É hoje professor associado de ciência de dados de saúde na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto onde, desde 2008, investiga e ensina o uso da inteligência artificial como apoio à decisão e à investigação clínicas. E é entre estudos de investigação e algoritmos que continua a escrever, à vista dos dois filhos, procurando nas histórias a mesma música que um dia o fez querer ouvir, e contar, o mundo.

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