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Apresentação do livro Vários Nomes para Julieta, de Ana Cristina Silva

 

Sinopse:

O custo de um sonho é, por vezes, demasiado elevado.

Mas antecipar o momento em que o sonho se transforma em queda é praticamente impossível, e as respostas chegam quase sempre tarde.

Talvez a queda da mulher que agora está estendida, morta, numa rua de Lisboa tenha começado vários anos antes em Bucareste, quando Andrei ainda não era Julieta. Talvez tenha começado apenas quando carregou no «enviar» e fez seguir um pedido de asilo para Portugal. Talvez tenha começado na Tailândia quando deu asas ao sonho de uma vida, ou antes, quando conheceu Bart e Emma.

A vida de Julieta, uma mulher de muitos nomes, acabou espezinhada numa rua de Lisboa. Um enigma para o inspector Raul Eiró, mas também uma porta para uma realidade que tem vindo a negar e que, afinal, lhe é tão próxima.

 De invulgar força literária, esta narrativa percorre questões como a identidade de género, a violência, a exclusão social, a solidão e a incapacidade das instituições portuguesas para acolher aqueles que vivem nas margens da sociedade. Mas é também uma reflexão sobre a identidade, a memória e a possibilidade de reconhecer no outro aquilo que durante demasiado tempo recusámos ver em nós próprios.

 

Sobre a Autora:

Ana Cristina Silva nasceu em Lisboa e é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação e com Agregação em Educação, publicou, até ao momento, 16 romances.

A sua obra inclui Mariana, Todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia-luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009), Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid (2010) e Cartas Vermelhas (2011), selecionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora.

Seguiram-se O Rei do Monte Brasil (2012), finalista do Prémio SPA/RTP e do Prémio Literário Fernando Namora e vencedor do Prémio Urbano Tavares Rodrigues, e A Segunda Morte de Anna Karénina (2013), finalista do Prémio Literário Fernando Namora.

Em 2017, A Noite não É Eterna venceu o Prémio Fernando Namora. Publicou ainda Salvação (2018), As Longas Noites de Caxias (2019) e Rimbaud, o Viajante e o seu Inferno (2020), este último finalista do Prémio Oceanos. Em 2022 e 2024, publicou, respetivamente, À Procura da Manhã Clara e El-Rei, Nosso Senhor, Sebastião José.

A sua obra está traduzida e publicada na Alemanha, no Peru, no México, na Croácia, na Sérvia e no Brasil.

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17 de outubro

Apresentação do livro "Poemas escolhidos 2012-2025", de Graça Pires