O LIVRO INFANTOJUVENIL EM PORTUGAL ENTRE 1870 E 1940
uma perspetiva histórica
Raquel Patriarca
- sinopse -
Na toada de quem conta uma história dentro da História, descobrimos o percurso feito pelo livro infantojuvenil, chegado a Portugal em fins do século XIX na companhia do conceito de infância, de como é entendido como produto cultural e de forma vai influenciar mentalidades e comportamentos culturais e sociais, a par da renovação de teorias pedagógicas e educativas que ecoam pela Europa. Compreendermos como este novo produto cultural se tornou uma forma privilegiada de transmitir conteúdos ideológicos e modelos de comportamento, de definir papéis, de desenhar visões da sociedade e do mundo. Tal missão cumpre-se pela criteriosa seleção das histórias, pela recorrente evocação de determinados assuntos e personagens, e pela omissão de outras tantas figuras e temáticas.
A moral desta pequena História – se existe – fica para cada um resolver por si, depois de uma breve viagem – cronológica e factual – por 70 anos de literatura infantojuvenil publicada em Portugal, observando a forma como, além carregar conhecimento aliando instrução e recreio, o livro infantojuvenil se torna um instrumento de educação integral de cidadãos idealizados num determinado contexto cultural, social e político que espera, alguns anos mais tarde, a entrega e o serviço dos cidadãos por si educados.
Raquel Patriarca (Benguela, 1974)
Passa longas horas a escolher palavras para as arrumar numa determinada ordem, clara ou duvidosa, permanente ou temporária. Poeta (todos os dias), bibliotecária (irremediavelmente), historiadora (já muito pouco), escritora (gosta de pensar que sim), contadora de histórias (sempre que tem alguém a ouvir), tradutora (de um só livro, mas que livro!), ilustradora (para os amigos), atriz (em casas muito específicas), doceira de compotas (pela madrugada) e tricotadeira de camisolas (ao serão).
É licenciada em História, mestre em História da Cultura Moderna, doutorada em História do Livro e especializada em Biblioteconomia. Cartografia, poemas escritos a quatro mãos e dois corações com Minês Castanheira, é o seu último trabalho de poesia. Em maio de 2025, o seu livro Os Avós são as pessoas preferidas dos Pássaros recebeu o Prémio Ibérico Álvaro Magalhães para a Literatura Infantojuvenil. Em fevereiro de 2026, lançou o seu último livro, O Meu nome é Diferença, para crianças de todas as idades.