Voltar para todos os eventos

Lançamento do livro "O Interior é Razão - Abolição das portagens, uma história de luta com final feliz", de Luís Garra

 

Sinopse

O Interior é Razão, RVJ Editores

Abolição das portagens – uma história de luta com final feliz

Este é um livro profundamente pessoal e politicamente assumido. Nele, o autor percorre, de forma cronológica, a luta pela reposição das SCUT e pela eliminação das portagens na A23, A24 e A25, com especial enfoque no distrito de Castelo Branco e na região da Guarda.

Entre análises, memórias e posições públicas, cruzam-se reflexões já presentes em Inverno do Futuro, documentos da Plataforma, notícias da comunicação social e tomadas de posição assumidas enquanto dirigente sindical, membro da Plataforma e autarca eleito pela CDU. O autor não foge às questões difíceis nem às polémicas e identifica, sem ambiguidades, as responsabilidades políticas pela introdução das portagens — decisões que não foram obra do acaso nem de “pais incógnitos”, mas de opções concretas, com rostos, nomes e siglas.

Este livro é o relato de uma vitória construída pela unidade na diversidade. Uma vitória da persistência sobre o conformismo, da convergência sobre o sectarismo, do compromisso cívico sobre o desprezo a que sucessivos governos votaram o Interior.

Mais do que uma luta política, esta foi também uma experiência humana singular. Pessoas de origens, interesses e percursos distintos encontraram-se num propósito comum e construíram uma plataforma sólida, assente na confiança, na solidariedade e numa rara cumplicidade. Contra todas as expectativas, provaram que é possível transformar indignação em ação coletiva consequente.

Sem pretender apropriar-se de uma conquista que pertence a muitos, o autor testemunha uma batalha que demonstrou que o Interior não é periferia — é razão. E que, quando há unidade, persistência e coragem, a história pode mesmo ter um final feliz.

Biografia de Luís Garra

Luís Pereira Garra nasceu no dia 26 de Janeiro de 1957 na freguesia de Sta. Maria, Manteigas. É casado, tem dois filhos e foi operário têxtil, hoje já reformado.

Aos 10 anos foi trabalhar como aprendiz de alfaiate e aos 11 anos ingressou na empresa Sá Pessoa & Irmãos, empresa de lanifícios, tendo aos 14 anos entrado na então Escola Industrial e Comercial Campos Melo onde, como trabalhador-estudante, tira o curso de Debuxador.

Viveu intensamente o 25 de Abril e os tempos que se lhe seguiram.

Logo em 1974 integrou o MJT (Movimento da Juventude Trabalhadora) e em 1975, é eleito delegado sindical e a seguir fez parte da Comissão de Trabalhadores da empresa onde trabalha.

Em 1978 é eleito para a Direcção do Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa. De 1984 até 2018 exerceu as funções de Presidente da Direcção. Actualmente é Presidente da Mesa da Assembleia Geral deste sindicato.

de 1979 a 2020 foi coordenador da União dos Sindicatos de Castelo Branco e de Março de 1983 a Fevereiro de 2020 foi membro do Conselho Nacional da CGTP-IN.

Em 1995, na qualidade de dirigente da CGTP-IN participou, em Bruxelas, no Congresso da CES (Confederação Europeia de Sindicatos).

Foi fundador e presidente do Comité Sindical Inter-regional de Castilha e Leon/Beiras-Nordeste de Portugal.

Integra a Plataforma P’la Reposição das SCUTs na A23 e A25.

De 1992, até 2012, foi membro do seu Comité Central do PCP e de 1983 a 2001 foi eleito pelo PCP na Assembleia Municipal da Covilhã. Foi Presidente da Assembleia de Freguesia de Vila do Carvalho e membro da Assembleia de Freguesia até Outubro de 2013.

Em 1979, em 1991, 1999 e em 2009 foi candidato a deputado da CDU pelo Distrito de Castelo Branco e em 2001 é candidato à presidência da Câmara Municipal da Covilhã pela CDU.

Luís Garra

Publicações

Luís Garra é autor da obra “Inverno do Futuro - Reflexões, experiências e sentimentos em tempo de vida suspensa”, publicado em 2024; escreveu uma reflexão sobre a greve dos operários de lanifícios em 1981 para o livro "Contributos para a História do Movimento Operário e Sindical (1977-1989)", editado pela CGTP-IN; e tem intervenções publicadas: no livro da Jornadas da Beira Interior, organizadas pelo Jornal do Fundão; no livro sobre o Centenário da ACT, em 2016; no livro “Economia da Floresta e Ordenamento do Território”, em 2017; no livro “A Lã e a Neve de Ferreira de Castro – Releituras, Travessias e Metamorfoses”, em 2018; no livro “COVID-19 – Lições da Análise Territorial da Pandemia”, editado em 2022 pelo Conselho Económico e Social; e em texto partilhado com Casimiro dos Santos no livro/catálogo “sete palavras para celebrar Abril”, editado no dia 25 de Abril de 2025.

Em 20 de Outubro de 2014, por ocasião do dia da Cidade, foi homenageado pela Câmara Municipal da Covilhã, antes já tinha recebido a medalha de mérito da Freguesia de Vila do Carvalho, mais recentemente foi homenageado pela União de Freguesias da Covilhã e Canhoso e recebeu um voto de louvor aprovado pela Assembleia Municipal da Covilhã.

Anterior
Anterior
20 de maio

Apresentação de “A Vida Imaginada”, de José Manuel Martins Ferreira, Edições Húmus