Com a presença de: Alice Faro Santos, Miguel Carvalho, Pedro Bismark e do Coletivo “Habitação Hoje”
«Na sua Educação Depois de Auschwitz (1966), o filósofo T. Adorno indaga como foi possível, na Alemanha, país com um sistema educativo avançado, a maioria dos cidadãos com escolaridade ter apoiado o nazismo, o genocídio, a perversa indústria da morte. A engenharia do extermínio humano foi operada por quadros nazis, muitos deles com estudos, muitos deles doutorados. A razão instrumental da indústria nazifascista da morte serviu-se da mais sofisticada ciência do seu tempo. Hoje, sob vestes de nova ordem e progresso, vemos a IAG a expropriar professores e estudantes do substrato primordial da educação e do ensino: ensinar e aprender a pensar, sentir e viver autonomamente, para compreender e interpretar o mundo e transformá-lo. Este novo manifesto em defesa da educação ergue-se contra a barbárie real de Gaza e contra a organização da barbárie pelos algoritmos da big tech».