Um manifesto romântico sobre os destroços do conceito de cidade que é também um apelo à sua reconstituição
Talvez nunca se tenha falado tanto de cidade como hoje e, no entanto, ao longo da história multimilenar deste conceito, se calhar nunca estivemos tão distantes de o entender plenamente.
É, por isso, imperioso tratar a cidade do ponto de vista ontológico. Contudo, perante algo tão concreto, há que ponderar o modo de nos reaproximarmos dessa materialidade. Aparentando ser um manifesto romântico sobre uma causa perdida, A Beleza de Um Corpo Nu avalia os destroços do conceito de cidade e apela às possibilidades concretas da sua reconstituição. Com esse intuito velado, o livro percorre mitos, ética, morte, arquiteturas, descendências suburbanas legítimas e ilegítimas e, por fim, a coisa política enquanto razão de ser.
«Este é um livro obrigatório, que devemos ler e reler, como um aviso ou uma sirene que nos alerta, uma e outra vez, sobre o que estamos a perder enquanto cidadãos do mundo, e sem o qual, provavelmente, nunca mais nos saberemos encontrar.»
— Nuno Grande, Prefácio
José António Bandeirinha (Coimbra, 1958)
É arquiteto pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1983). É professor catedrático do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra, onde se doutorou em 2002 com uma dissertação intitulada O Processo SAAL e a Arquitectura no 25 de Abril de 1974.
É investigador do Centro de Estudos Sociais.
Foi Director do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra entre 2002 e 2004; entre 2006 e 2007 e entre 2017 e 2021.
Foi Pró-Reitor para a Cultura da Universidade de Coimbra (2007-2011).
Foi Diretor do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2011-2013).
Foi Comissário da Exposição Fernando Távora Modernidade Permanente, cujo coordenador foi Álvaro Siza, integrada em Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012.
Foi Consultor Científico da Exposição O Processo SAAL Arquitectura e Participação 1974-1976, comissariada por Delfim Sardo e organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves em colaboração com o Canadian Centre for Architecture, Montréal, Canadá. (2014-2015).
Orientou mais de duas dezenas de dissertações de doutoramento e três investigações de pós-doutoramento.
Tem dedicado os seus estudos à teoria da arquitetura e da cidade, centrando-se, no essencial, sobre as consequências urbanas e arquitetónicas das práticas políticas.
Nuno Grande (Luanda, 1966)
Arquiteto, curador e investigador em Arquitetura. Professor Associado do Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra. Licenciou-se na Universidade do Porto (1992), e doutorou-se na Universidade de Coimbra (2009), onde é investigador do Centro de Estudos Sociais (CES).
É coordenador do CoimbraStudio, Doutoramento em Arquitetura da Universidade de Coimbra.
Curador de exposições internacionais: na 1ª Trienal de Arquitetura de Lisboa (2007), na 7ª Bienal de Arquitetura de São Paulo (2007), na Cité de L’Architecture et du Patrimoine, Paris (2016), na 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza (2016) e no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2019). Foi convidado a comissariar um evento multidisciplinar sobre o cinquentenário do Bairro da Malagueira, de Álvaro Siza, por Évora_27, Capital Europeia da Cultura, cruzando Habitat, Paisagem, Comunidade e Património.
A sua investigação vem debruçando-se sobre a obra de arquitetos contemporâneos portugueses de diferentes gerações, nomeadamente Álvaro Siza, Nuno Portas, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto de Moura e Nuno Brandão Costa.
É autor de diferentes publicações sobre arquitetura portuguesa, escrevendo para revistas da especialidade.