A relação (improvável) entre Camilo Castelo Branco, um jovem boémio, com fama de conquistador, e a poetisa Maria da Felicidade Browne, burguesa quinquagenária, assume contornos públicos e algum escândalo, com a publicação, nas páginas de O Nacional, da correspondência poética trocada entre os dois, durante o ano de 1849.
Maria da Felicidade Browne, “ovelha negra” da família, nunca viu o seu talento literário reconhecido pelos mais próximos. A sua relação com Camilo atira-a para a lista dos proscritos, nas palavras de uma sobrinha-neta, citada por Ondina Braga. Terminada a relação, o jovem amante deixa o Porto, disposto a tornar-se, em Lisboa, escritor público.
Apresentação de Manuela Espírito Santo.
Leitura de poemas por José Queiroga, Salviano Ferreira, Catarina Carvalho e Ana Paula Queiroga.
(A propósito do recente livro ANA E OUTRAS - AS MULHERES NA VIDA DE CAMILO CASTELO BRANCO)